segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Conab divulga resultado da pesquisa sobre perdas no transporte e armazenagem

  • Publicado: Terça, 05 de Novembro de 2019, 10h00
O Brasil perde no transporte de grãos das rodovias até os portos de embarque para exportação, especialmente de arroz, trigo e milho, percentuais de 0,13%, 0,17% e 0,10%, respectivamente, segundo pesquisa realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Os índices, que incluem também a perda em armazenagem, serão divulgados nesta terça-feira (5), durante o I Seminário sobre Eficiência e Redução de Perdas no Armazenamento e Transporte de Grãos no Brasil, em Curitiba/PR.
As perdas desses grãos, segundo o estudo, são causadas basicamente por três fatores que se correlacionam, sendo eles “as más condições das rodovias, a precariedade da frota de caminhões e a imprudência de motoristas”, conclui.

O estudo apurou também que o arroz, cuja maior produção nacional tem origem nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins, tem uma variação de 1,5 a 4% de perdas na armazenagem em silos. Os pesquisadores destacaram, no entanto, a boa conservação sanitária dos grãos tanto nos segmentos de armazenagem quanto na industrialização e comercialização.
Já para o trigo, a apuração chegou a um índice médio mensal obtido de quebra técnica nos grãos, calculado por meio de amostragens, de 0,43% para silos de alvenaria e de 0,11% para os metálicos.
Os estudos serão divulgados durante o seminário e a apresentação dos artigos técnicos referentes a cada uma das pesquisas estará disponível no portal da Conab após o término do evento.

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Cultivando Água Boa

O Cultivando Água Boa (CAB) é um conjunto de programas socioambientais da Itaipu em conjunto com mais de 2.200 parceiros, executados nos 29 municípios que compõem a Bacia Hidrográfica do Paraná – Parte 3 (BP3), no Oeste do Paraná. Em cada município há um comitê gestor, com forte participação popular.

Entre as principais ações do programa, estão a recuperação de microbacias hidrográficas e a educação ambiental nas comunidades do entorno do reservatório da Itaipu, além de iniciativas de apoio à agricultura orgânica e familiar, aquicultura (cultivo de peixes), comunidades indígenas, cooperativas de catadores de materiais recicláveis, cultivo de plantas medicinais, entre outros.
Passada mais de uma década após a sua implementação, o programa já está em estado avançado em aproximadamente 30% do território da BP3, resultando em 206 microbacias trabalhadas.
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PRÁTICAS RELACIONADAS AO PROGRAMA

domingo, 18 de agosto de 2019

Reunião da CORESAN

Os membros da Comissão Regional de Segurança Alimentar e Nutricional – CORESAN, de Maringá, para reunião a ser realizada no Auditório da Sociedade Rural de Maringá (Parque de exposições Francisco Feio Ribeiro) no dia 16 de agosto de 2019 (sexta-feira), Com início às 09h00, em primeira convocação, com presença de 1/3 dos membros e, em segunda convocação, 15 minutos após, com qualquer número de presentes, para apreciar, debater e deliberar sobre a ordem do dia:
1. Eleição da Coordenação e suplência;
2. Informes Gerais (da CESAN, políticas públicas do DESAN, Centrais de abastecimento, etc);
3. Estudo do Regimento Interno;
4. Criação de Câmaras Técnicas de SAN;
5. Encontro Regional de SAN (novembro);
6. Outros assuntos.





segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Mercado garantido e preço justo mantêm agricultores familiares no campo


Ministério da Cidadania apoia criação de frente parlamentar em defesa da agricultura familiar

Brasília/DF - O Congresso Nacional lançou nesta quinta-feira, oito de agosto, a Frente Parlamentar Mista do Agronegócio e da Agricultura Familiar. A iniciativa visa fomentar o agronegócio e fortalecer os pequenos produtores do país por meio da criação de leis específicas para o fomento do setor e da articulação com diversos órgãos da União.
A criação da frente foi celebrada pelo diretor do Departamento de Compras Públicas para Inclusão Social e Produtiva Rural do Ministério da Cidadania, Iberê Orsi. Segundo ele, a criação de políticas sociais que integrem e defendam os pequenos produtores é fundamental. “O fato de que 70% do que está na mesa do brasileiro vem da agricultura familiar mostra a importância do pequeno agricultor. Por isso, o Ministério da Cidadania tem a consciência de que é preciso a concretização de políticas públicas voltados para a proteção e fomento da agricultura familiar”, explicou.
A presidente da Frente Parlamentar, deputada federal Bia Kicis, ressaltou que é preciso dar condições para que as famílias do campo possam se manter de forma digna e tenham condições de investir em tecnologia e aumentar a produção. “Nosso objetivo é olhar para o pequenininho, aquele que trabalha arduamente, com dificuldade, sem tecnologia. Nós queremos ajudá-lo a conquistar a tecnologia, o acesso ao crédito. O pequeno agricultor não precisa de esmola ou caridade, precisa de respeito”, afirmou
Para incentivar pequenos produtores, o Ministério da Cidadania promove diversas ações voltadas ao desenvolvimento, integração e segurança alimentar. O Programa de Aquisição de Alimentos incentiva compras da agricultura familiar por órgãos públicos. Apenas na modalidade Compra Institucional, já foram investidos mais de 180 milhões de reais diretamente para agricultores familiares. O programa de Cisternas, nas modalidades familiar, escolar e água para produção, garante tecnologia de captação de água da chuva para consumo e para produção rural em todo o país. Para mais informações sobre os programas voltados para a agricultura familiar, acesse cidadania.gov.br.
*Por Henrique Jasper
Informações sobre os programas do Ministério da Cidadania:

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Conselho prepara nova Conferência Estadual de Segurança Alimentar

Representantes do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea/PR) reuniram-se nos dias 8 e 9 de abril para debater o desenvolvimento de políticas públicas para o setor e o modelo da Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional 2019, agendada para os dias 5 e 6 de agosto. O evento, que tem apoio da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento e do Ministério da Cidadania, vai avaliar o II Plano de Segurança Alimentar e Nutricional 2016 – 2019, composto por 10 desafios, 92 metas e 231 ações, e fazer propostas e ajustes para subsidiar o III Plano Estadual de Segurança Alimentar 2020 - 2024.
As conferências municipais e regionais, que antecedem a etapa estadual, devem ocorrer ao longo do mês de junho, quando serão apresentadas recomendações para a formulação e ajustes das políticas voltadas para o tema, como o acesso a alimentos de qualidade, melhoria do abastecimento, sustentabilidade, futuro da agricultura familiar, entre outros.
“O Plano Estadual visa assegurar as políticas que estão dando certo, mas também é preciso ter um olho no futuro, otimizar recursos e fazer com que a população seja beneficiada e entenda que a alimentação adequada é um direito”, diz a diretora do Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional (Desan) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, Márcia Stolarski. As orientações para a realização das conferências municipais e regionais serão repassadas pelo Desan e pela Secretaria Executiva do Consea, nos próximos dias.
“Desde a criação do Conselho, vimos um grande avanço na participação, controle social, organização da sociedade civil, e principalmente na política de segurança alimentar. É fundamental ouvir a sociedade para aperfeiçoar ações e programas, afinal a política de segurança alimentar é intersetorial”, explica a presidente do Conselho, Roseli Pittner.
De acordo com a presidente da Comissão de Segurança Alimentar e Nutricional (Coresan) de Cascavel, Judite Bartizke, a conferência será o espaço para manifestar desejos e dificuldades, seja na produção, distribuição ou recebimento de alimentos. “A conferência tem que ser fortalecida nos municípios. Precisamos que todos os prefeitos, gestores, façam o chamamento e facilitem a participação do público nas conferências municipais, regionais, e na estadual, para que o governo possa traçar metas e estratégias cada vez mais efetivas”, reforça.
PRODUTORES – Representantes dos produtores rurais também participaram do encontro. Segundo o presidente da União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), Ivori Fernandes, incluir a agricultura familiar no debate significa fazer uma revolução na produção de alimentos saudáveis. “Estamos com uma forte parceria no Governo do Estado, participando dos conselhos, discutindo a regulamentação da produção orgânica, e vemos nisso uma oportunidade cada vez mais maior de colocar comida de fato na mesa do nosso consumidor, seja na alimentação escolar ou no dia a dia de todos os paranaenses. Produzir alimentos é produzir vida”, finaliza.
TEMA - A reunião do Consea definiu o tema que será debatido nas conferências municipais, regionais e estadual. “Comida no Campo e na Cidade: o que temos e o que queremos?”. A realização das conferências é um componente obrigatório na estruturação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN).
O SISAN é um sistema público, semelhante ao SUS, instituído em 2006 pela Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional para assegurar o Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA). O SISAN tem gestão intersetorial e participativa, que possibilita a articulação entre os três níveis de governo para implementação e execução da Política de Segurança Alimentar e Nutricional.
O número de municípios paranaenses que efetuou adesão ao SISAN em 2018 alcançou 122, tornando o estado referência nacional. O Paraná responde atualmente por 35,88% do número total de adesões ao SISAN no Brasil.