quinta-feira, 23 de março de 2017
RESULTADOS DO ANO INTERNACIONAL DAS LEGUMINOSAS DEVEM PERMANECER PARA ALÉM DE 2016
Essa foi a mensagem divulgada na cerimônia de encerramento oficial do AIL, organizada por Burkina Faso junto com a Organização
das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
“É
essencial manter o impulso”, disse a Diretora-Geral adjunta da FAO,
María Helena Semedo, ao discursar no evento. “Devem
apoiar –acrescentou- os programas de capacitação sobre o valor das
leguminosas, especialmente para os estudantes, agricultores e
extensionistas. As políticas e programas deveriam concentrar-se mais nos
produtores de leguminosas, principalmente os pequenos
agricultores e jovens”.
O
presidente de Burkina Faso, Roch Marc Christian Kaboré, afirmou que
“para melhor enfrentar o triplo problema de gestão
- da fertilidade do solo, redução dos efeitos adversos das mudanças
climáticas e a questão da segurança alimentar –produzir e consumir
leguminosas é uma grande oportunidade, especialmente para as pessoas
mais vulneráveis”.
Definidas como as sementes comestíveis de plantas da família das leguminosas, os grãos estão repletos de minerais, tais
como ferro zinco e ácido fólico. Desde o hummus e o falafel al dahl e os feijões cozidos, eles têm sido parte importante das dietas em todo o mundo durante séculos.
Potencializar as leguminosas
Com
o lema Sementes nutritivas para um futuro sustentável, o Ano
Internacional das Leguminosas foi aprovado em novembro
de 2015, e a Assembleia Geral da ONU escolheu a FAO para liderar a
implementação. Desde então, tem-se fomentado vínculos entre atores chave
– desde as organizações de agricultores ao setor privado-, para
facilitar a troca de informações e o debate de políticas
sobre produção, comércio e consumo de leguminosas.
Formuladores de políticas e pesquisadores abordaram as principais questões relacionadas com as leguminosas em diversos
fóruns internacionais e estabeleceram-se comitês nacionais.
Foi criada uma base
de dados técnicos sobre as leguminosas, publicado um livro
de cozinha com receitas de chefs internacionais e o site
oficial da AIL - com mais de meio milhão de visitas – ajudou a divulgar um amplo banco de informações sobre as leguminosas.
Durante a cerimônia os seis Embaixadores
especiais da AIL foram
homenageados. A apresentadora egípcia de programas de cozinha na TV,
Magy Habib representou o grupo de embaixadores e foi parabenizada pela
dedicação
e valiosos serviços durante o Ano Internacional das Leguminosas.
Leguminosas para ajudar a acabar com a fome
As leguminosas são elementos valiosos para alcançar o Objetivo
de Desenvolvimento Sustentável 2,
que tem como objetivo pôr fim a fome, desenvolver a segurança alimentar
e a melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável.
Os
grãos de leguminosas contribuem para a adaptação e mitigação das
mudanças climáticas. Carregam grandes quantidades de
nitrogênio benéfico para o solo e requerem pouco fertilizante. Produzir
leguminosas junto a outros cultivos aumenta a fertilidade da terra,
melhora os rendimentos dos cultivos e contribui para um sistema
alimentar mais sustentável.
Além
disso, as leguminosas tem uma pegada hídrica muito baixa em comparação
com outras fontes de proteínas, podem ser cultivadas
em solos muito pobres e ajudam a reduzir o risco de erosão e
esgotamento do solo. Para os agricultores sem recursos, cultivar
leguminosas contribuem para meios de subsistência estáveis, obtenção de
renda adicional e uma melhor nutrição.
Produção em ascensão
Em conjunto, a produção mundial de leguminosas tem aumentado de forma lenta mas constante. Em 2014, a produção mundial
alcançou 77 milhões de toneladas, com um incremento de 21 milhões de toneladas em relação a 2001.
Em Burkina Faso, onde as agricultoras pobres são as que cultivam geralmente as leguminosas, a produção também está crescendo.
O governo estima que para este serão produzidas 700 mil toneladas de feijão caupí e 56 mil toneladas de sementes de guandus, 20% a mais que no ano passado.
Apesar
do Ano Internacional das Leguminosas ter se encerrado oficialmente,
houve um chamado para manter vivo o impulso
gerado e para continuar as atividades além de 2016. A FAO seguirá
trabalhando com as partes interessadas – desde os governos aos
agricultores familiares - para promover as leguminosas como pequenos,
mas poderosos aliados no alcance dos Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável.
ESTA TABELA PERIÓDICA INTERATIVA MOSTRA O PROPÓSITO DE CADA ELEMENTO
24/11/2016 - 11H11/ ATUALIZADO 11H1111 / POR ISABELA MOREIRA
(FOTO: REPRODUÇÃO/KEITH ENEVOLDSEN)
Uma das maiores dificuldades que os estudantes encontram ao conhecer a tabela periódica é entender as aplicações que os
elementos têm em suas vidas. Pensando nisso, o americano Keith Enevoldsen criou
uma tabela interativa que dá mais informações sobre os elementos e exemplos de como eles são utilizados.
Enevoldsen é formado em física pela Colorado College, nos Estados Unidos, e atualmente trabalha como engenheiro de softwares.
"Quando era criança, gostava das tabelas periódicas com figuras, mas elas nunca tinham boas imagens de todos os elementos", contou
à BBC.
Inspirado pelo livro Building Blocks of the Universe (Blocos
de Construção do Universo, em tradução livre), de Isaac
Asimov, que possui relatos da história e do uso dos elementos, o
engenheiro desenvolveu a "The Periodic Table of the Elements, in
Pictures and Words" (A Tabela Periódica dos Elementos, em Figuras e
Palavras).
A tabela em versão interativa está disponível em inglês na internet (clique
aqui para conhecê-la) e
conta com ilustrações em cada um dos elementos. Ao clicar nos ícones
deles, novas caixas aparecem no topo da página com explicações do
elemento, bem como exemplos de onde ele pode ser encontrado.
O ícone do ferro, por exemplo, é uma ponte, já o do sódio, é o sal.
"Queria que toda a tabela fosse colorida, com um desenho limpo, que não fosse cheia dos números dos pesos atômicos que,
para as crianças, não servem para muita coisa", explicou.
O site de Enevoldsen também disponibiliza a tabela em pdf em diversos tamanhos para serem impressas em casa — tudo de graça. Confira
aqui.
A CIDADE DO PARANÁ SERÁ 100% ABASTECIDA POR BIOCOMBUSTÍVEL FEITO DE RESÍDUOS SOLIDOS DE ANIMAL
A iniciativa é uma parceria entre a prefeitura, o CIBiogás (Centro
Internacional de Energias Renováveis) e a Copel (Companhia
Paranaense de Energia). Daqui pra frente, todos
os dejetos produzidos na zona rural serão transformado em energia
elétrica, que será utilizada para a iluminação municipal e o
abastecimento de prédios públicos – como
escolas e hospitais -, além das propriedades rurais que fazem parte do projeto.
Com
investimento de R$ 17 milhões em recursos de Pesquisa e Desenvolvimento
(aprovados pela Agência Nacional
de Energia Elétrica), o projeto irá ligar 19 propriedades da região por
meio de uma tubulação de 22 quilômetros, que transportará o biogás. Além de
garantir o tratamento dos dejetos animais, a ação tem um outro resultado: a produção de um adubo sustentável, também conhecido como biofertilizante.
“Esperamos que esse projeto seja um grande benchmarking para
a região oeste do Paraná e exemplo para o Brasil, mostrando como a
atividade agropecuária brasileira pode resolver um passivo ambiental e,
com isso, gerar um valor agregado nas aplicações energéticas do biogás”,
explicou o diretor-presidente do CIBiogás, Rodrigo
Régis.
O
biogás produzido na rede de biodigestores será filtrado em uma
refinaria para se transformar em biometano
e este será canalizado para uma MCT (Minicentral Termelétrica) com
capacidade total de 480 kw. A interligação das propriedades em torno da
MCT é essencial para garantir a viabilidade econômica do projeto.
AGRICULTURA FAMILIAR BRASILEIRA: DESAFIOS E PERSPECTIVAS DE FUTURO
A
Agricultura Brasileira se destaca entre as maiores do mundo e
representa uma fonte de alimentos e de matéria prima para muitos países.
Nela estão presentes
diversos modos de fazer Agricultura, entre os quais a produção Agrícola
Familiar, encontrada em extensas e importantes regiões do país. A
agricultura familiar no Brasil é crescentemente uma forma social de
produção reconhecida pela sociedade brasileira, por
suas contribuições materiais e imateriais. Às diversas expressões de
sua organização social, às quais correspondem múltiplos discursos
identitários e demandas sociais, somaram-se, nas últimas décadas, o
grande esforço de pesquisa da comunidade acadêmica, ao
desvendar a extensão e a profundidade de sua presença no mundo rural, e
a convergência de políticas públicas de apoio à sua reprodução.
Diante
disso, um grupo de pesquisadores, estudiosos da agricultura familiar,
reunidos em Belém (Pará), durante o 51º Congresso da SOBER (Sociedade
Brasileira
de Economia, Administração e Sociologia Rural), em 2013, propôs a
organização de um espaço de reflexão coletiva sobre a Agricultura
Familiar Brasileira para o ano de 2014, visto que este foi considerado o
Ano Internacional da Agricultura Familiar, por decisão
da Assembleia Geral das Nações Unidas, em reconhecimento à contribuição
deste importante setor da agricultura, para a Segurança Alimentar e
para a erradicação da pobreza no mundo.
Como
um dos resultados desta proposta foi lançado no ano de 2017 com o apoio
da SEAD – Secretaria Especial de Agricultura e do Desenvolvimento
Agrário
o livro “Agricultura Familiar Brasileira: Desafios e Perspectivas de
Futuro, organizado por Guilherme Costa Delgado e Sonia Maria Pessoa
Pereira Bergamasco
terça-feira, 21 de março de 2017
O papel dos indígenas na preservação ambiental
Nathan Victor
Fonte: Ascom/Consea
“A expansão do agronegócio, com um alto nível de degradação ambiental
e contaminação por agrotóxicos do solo e dos mananciais e o
confinamento a que estão submetidos os povos indígenas exigem dos
poderes públicos o enfrentamento da raiz dos problemas, com a resposta
da demarcação e titulação da terra, a garantia do Direito Humano à
Alimentação e o acesso a políticas públicas”. A constatação está no
relatório da visita do Consea aos povos Guarani e Kaiowá, no Cone Sul do
Mato Grosso do Sul. O documento foi divulgado pelo Conselho Nacional de
Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), no último dia 13.
A violação aos direitos compromete o acesso dos Guarani e Kaiowá a
alimentos, com empecilhos para o plantio de roça e da prática da pesca e
da caça, entre outras atividades de subsistência dessas comunidades.
Historicamente, os indígenas se desenvolveram de forma sustentável,
preservando o meio ambiente e adquirindo conhecimento e domínio de sua
diversidade biológica e ecológica. O acesso à terra e a preservação do
meio ambiente são condições fundamentais para a reprodução da vida, nos
moldes tradicionais, nas comunidades indígenas.
Para ler o relatório, clique aqui.Fonte: Ascom/Consea
Representantes da Caisan e Consea discutem agenda de trabalho para 2017
Representantes da Caisan nacional, do Consea, das Caisans
estaduais e da Comissão de Presidentes dos Conselhos Estaduais (CPCE)
estão reunidos em Brasília nesta segunda e terça-feira (20 e 21) para o
15º Encontro das Câmaras Estaduais de Segurança Alimentar e Nutricional
(Caisan). Durante a abertura, a secretária-adjunta da Secretaria
Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do
Desenvolvimento Social e Agrário (Sesan/MDSA), Lília Rahal, destacou a
importância da publicação do 2° Plano de Segurança Alimentar e
Nutricional (Plansan) e das ações que estão sendo retomadas em 2017 como
o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Cisternas e o
Programa Fomento às Atividades Produtivas Rurais.
“O Programa Cisternas, que é executado principalmente nos estados do
Semiárido, mas que a gente começou a atuar no Norte e tem essa vontade
de ampliar a atuação, está sendo retomado este ano com mais força que no
ano passado. Nós conseguimos praticamente dobrar nosso orçamento do ano
passado para este ano. Com isso, recuperamos nossa capacidade de
execução”, disse a Lília Rahal. De acordo com a secretária-adjunta, o
MDSA deve implementar o programa no Espírito Santo, além de dar
continuidade no Rio Grande do Sul.
Quanto ao Programa Fomento às Atividades Produtivas Rurais, o
ministério pretende incluir mais 100 mil famílias até o final de 2018.
Além disso, o PAA deve ser fortalecido nos municípios que já aderiram ao
programa e também ampliado para estados e municípios que ainda não
fazem parte do PAA. “Tem estados que não tem pactuação conosco e que nós
gostaríamos de formalizar este ano como é o caso do Mato Grosso do Sul,
que tem uma situação de insegurança alimentar permanente de indígenas e
que demanda o fornecimento de cestas permanentes”, explica a
secretária-adjunta da Sesan/MDSA.
Promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA),
por meio da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional
(Sesan), e pela Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e
Nutricional (Caisan), o encontro tem como objetivo atualizar a agenda de
trabalho em segurança alimentar e nutricional e o planejamento das
atividades para este ano. A reunião está sendo realizada no Auditório do
Subsolo do Prédio do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário
(MDSA), Bloco A, Esplanada dos Ministérios, Brasília (DF).
Nova composição do Consea
A secretária-adjunta da Sesan/MDSA, Lília Rahal, informou que a
nomeação dos novos conselheiros do Consea foi encaminhada na semana
passada pelo ministério para a Casa Civil. Assim que for publicada no
Diário Oficial, será convocada a primeira plenária de 2017.
A secretária-executiva do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e
Nutricional (Consea), Marília Leão, lembrou que a equipe técnica do
conselho tem se mantido ativa, acompanhando os debates de segurança
alimentar e nutricional e atuando na agenda regulatória da Anvisa.
Serviço15º Encontro de Caisans EstaduaisDatas: 20 e 21 de março (segunda e terça-feira)Horários: 10h às 17h30 (segunda-feira) / 9h às 17h (terça-feira)Local: Auditório do Subsolo do Bloco A, Esplanada dos Ministérios, Brasília (DF).
Fonte: Ascom/Consea
FAO LANÇA CAMPANHA #MULHERESRURAIS, MULHERES COM DIREITO
?As
mulheres rurais da nossa região desempenham um papel fundamental na
erradicação da fome, na redução da pobreza e na luta contra às mudanças
climáticas?
afirmou a Representante Regional interina da FAO, Eva Crowley, durante o
lançamento realizado no Escritório Regional da FAO, em Santiago do
Chile.
A
campanha conta com parceiros como a Reunião Especializada da
Agricultura Familiar do Mercosul (REAF), a Secretaria Especial da
Agricultura Familiar
e Desenvolvimento Agrário do Brasil (SEAD) e a Unidad para el Cambio
Rural da Argentina. Os organizadores estabeleceram os conteúdos que
serão divulgados nos meios digitais e organizaram diversas atividades
com parceiros nacionais.
Segundo
a FAO, as mulheres rurais cumprem uma série de funções chave para a
segurança alimentar regional, mas enfrentam altas taxas de pobreza,
insegurança
alimentar e obesidade.
Além
disso, possuem menos acesso aos recursos produtivos como terra, água,
crédito e capacitação, fatores que impedem que as mulheres rurais da
América
Latina e do Caribe desenvolvam todo o seu potencial.
Junte-se a Campanha
A campanha #MulheresRurais, mulheres com direitos promoverá o intercâmbio de experiências, políticas, inovações, estratégias e ações orientadas
para empoderar as mulheres da região em todos os âmbitos do desenvolvimento sustentável.
Busca
também visibilizar a situação atual das mulheres rurais na América
Latina e Caribe, com direitos e potencial para alcançar o cumprimento
dos Objetivos
do Desenvolvimento Sustentável.
Para
isso, foram criados materiais de divulgação nas redes sociais, que
permitem dar visibilidade aos desafios e oportunidades das mulheres
rurais. Os
conteúdos estão disponíveis no site da campanha.
Durante
todo o ano, a campanha difundirá informações e materiais que poderão
ser adaptados aos contextos de diversos países por qualquer pessoa e
organização
que queira unir-se a esse esforço, utilizando a hashtag #MulheresRurais nas redes sociais.
Dando voz às mulheres rurais
A
campanha também busca ser um mecanismo de expressão para as mulheres
rurais e organizações. A ideia é unir esforços entre as organizações
nacionais
e internacionais, os organismos de governo, os espaços intrarregionais
de diálogo de políticas e a sociedade civil vinculada com o
empoderamento das mulheres rurais.
Para
dar maior voz e protagonismo às iniciativas, serão realizados concursos
de fotografia, ilustração e relatos de vida, dirigidos às mulheres
rurais
da região.
Igualdade de gênero: uma prioridade para toda a região
Em janeiro desse ano, a Comunidade dos Estados Latino-americanos e caribenhos (CELAC) aprovou a estratégia
de gênero do maior acordo regional de luta conta a fome, o Plano para a
Segurança Alimentar, Nutrição e Erradicação da Fome 2025.
A
estratégia de gênero do Plano SAN CELAC permite orientar os países a
aprofundarem na erradicação da fome e da má-nutrição adotando o enfoque
de gênero
e de direitos que garantam que os resultados do plano beneficiem de
maneira igualitária mulheres e homens.
Marial de comunicação
Na
seção abaixo se encontram o material de adesão e difusão para usar em
redes sociais e sites institucionais, utilizando os materiais gráficos
da campanha
disponíveis para acesso:Galeria de fotos,
Banner,
Selo,
Imagens sem logos,
Nota Conceitual,
Flyers: Flyer 2, Flyer
3, Flyer 4, Flyer
5 , Material em Inglês,
Material em Francês e
Material em Português
Fonte: FAO
De Informativo FAO
quinta-feira, 16 de março de 2017
Demarcar terra é imprescindível para resolver problemas indígenas
| Imagem: Marcello Casal/ ABr |
“A demarcação das terras indígenas é condição
primária para a realização do Direito Humano à Alimentação Adequada dos
povos indígenas Guarani e Kaiowá e para o acesso a todas as políticas
públicas previstas no Plano Nacional de Segurança Alimentar e
Nutricional (Plansan)”. O diagnóstico consta do relatório de visita,
realizada entre os dias 28 de agosto e 2 de setembro de 2016, às
comunidades indígenas (acampamentos e reservas) das etnias Guarani e
Kaiowá do Cone Sul do estado de Mato Grosso do Sul.
Os Guarani e Kaiowá lutam há décadas pela regularização fundiária de
seus territórios de ocupação tradicional. A comitiva que visitou a
região, liderada pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e
Nutricional (Consea), abordou o acesso dos Guarani e Kaiowá aos
alimentos, os impactos de programas sociais, qualidade, quantidade e
regularidade das cestas básicas, o acesso à água, documentação e
questões relacionadas à demarcação das terras.
A situação de insegurança alimentar e nutricional dos povos Guarani e
Kaiowá, diz o relatório, tem relação direta com o descumprimento dos
direitos territoriais garantidos às comunidades indígenas pela
Constituição Federal do Brasil. “Foi possível constatar em todas as
comunidades visitadas a ocorrência de fome e desnutrição, a precariedade
do acesso à saúde, à água e à educação e a ausência de documentação
civil”.
A comitiva verificou um quadro de violência com mortes por
assassinato, manifestações de preconceitos e violação de direitos
humanos. “A realidade vivida pelos povos Guarani e Kaiowá pode ser
denominada como uma tragédia humanitária e denota explicitamente a
negação sistemática de direitos humanos em função da omissão do Poder
Público”, destaca o documento.
O relatório evidencia a necessidade da adoção de ações estruturantes
para as comunidades, tanto em reservas indígenas como em áreas de
retomada, que garantam a produção de alimentos para o autoconsumo e a
comercialização do excedente, respeitando suas tradições agrícolas e sua
cultura alimentar.
O Consea tem discutido e se manifestado sobre a situação de
insegurança alimentar e nutricional e das recorrentes violações de
direitos dos povos indígenas no Brasil. O Conselho encaminhou várias
Exposições de Motivos e Recomendações aos órgãos do Poder Público sobre
demandas indígenas, em especial os direitos dos povos Guarani e Kaiowá.
Clique aqui para acessar o relatórioConsea disponibiliza na internet relatório de visita aos indígenas Guarani e Kaiowá
| Comitiva que foi ao Mato Grosso do Sul constatou casos de violência, com assassinatos, manifestações de preconceitos e violação de direitos humanos, em especial do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA). Imagem: Adrienne Coelho/Consea |
O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) tornou disponível nesta segunda-feira (13/3), em sua página oficial na internet, a versão eletrônica do relatório de visita aos povos indígenas da etnia Guarani e Kaiowá, no Cone Sul do Mato Grosso do Sul.
A missão foi realizada entre os dias 28 de agosto e 2 de setembro do ano passado em sete municípios do estado.
“A comitiva liderada pelo Consea constatou um quadro de violência com mortes por assassinato, manifestações de preconceitos e violação de direitos humanos, em especial o Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA)”, afirma a ex-presidenta do Consea, Maria Emília Pacheco, na apresentação do documento – ela foi uma das integrantes da missão.
Segundo ela, os indígenas visitados vivem “uma dura e dramática realidade de vulnerabilidade social e insegurança alimentar e nutricional grave”. Para ela, trata-se de “uma verdadeira tragédia humana”, o que os membros da missão presenciaram na visita.
Para ela, a situação “exige dos poderes públicos o enfrentamento dos problemas com a resposta da demarcação e titulação de terra, a garantia do Direito Humano à Alimentação e o acesso a políticas públicas, em conformidade com a Constituição”.
Para ter acesso à integra do documento, clique aqui.
Fonte: Ascom/Consea
A missão foi realizada entre os dias 28 de agosto e 2 de setembro do ano passado em sete municípios do estado.
“A comitiva liderada pelo Consea constatou um quadro de violência com mortes por assassinato, manifestações de preconceitos e violação de direitos humanos, em especial o Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA)”, afirma a ex-presidenta do Consea, Maria Emília Pacheco, na apresentação do documento – ela foi uma das integrantes da missão.
Segundo ela, os indígenas visitados vivem “uma dura e dramática realidade de vulnerabilidade social e insegurança alimentar e nutricional grave”. Para ela, trata-se de “uma verdadeira tragédia humana”, o que os membros da missão presenciaram na visita.
Para ela, a situação “exige dos poderes públicos o enfrentamento dos problemas com a resposta da demarcação e titulação de terra, a garantia do Direito Humano à Alimentação e o acesso a políticas públicas, em conformidade com a Constituição”.
Para ter acesso à integra do documento, clique aqui.
Fonte: Ascom/Consea
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